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  • Norberto Tordin

Sua empresa está preparada para Gestão de Identidades?


Se na empresa onde trabalha este assunto ainda não foi abordado por nenhum dos departamentos, comece a pesquisar e divulgar internamente para os responsáveis.

É muito simples o que a Gestão de Identidades propõe com o resultado operacional e financeiro obtido.

Conforme publicado por diversos institutos de pesquisa o Brasil não retomará os mesmos níveis de emprego existentes antes desta crise financeira e política que passamos.

Quem conseguiu manter o emprego precisará entender que terá que se desdobrar ainda mais e executar suas tarefas com muita precisão e qualidade. Quem conseguir retornar para o mercado de trabalho terá também que ter esta mesma visão.

Mas, qual a proposta da Gestão de Identidades?

Ponto básico: Gestão de Identidades é o processo de automatizar e permitir a auditoria das concessões de acesso de uma organização dentro de um mesmo repositório, preferencialmente seguindo os princípios de compliance.

Pretende simplificar os esforços de conformidade, além de reduzir os riscos de TI e a reduzir os custos totais.

Implementar a matriz de risco, segregação de funções, análises de risco, atribuição e revogação de acessos, controle de aprovação (workflow), agregado a uma ferramenta tecnológica que permita o controle do acesso nos diversos ambientes, sistemas e aplicativos, serão os grandes diferenciais para as empresas que optarem por estar um passo a frente.

E como isso tudo pode, dentre os itens citados, reduzir custos totais?

Quando uma empresa faz seu planejamento estratégico estabelece diversas metas e planos visando sempre o aumento do lucro dos acionistas. Isso é a base do capitalismo.

A conta é simples. Um funcionário, quando admitido, demandará uma série de ações para que os acessos aos sistemas sejam atribuídos.

De acordo com pesquisas da Microsoft, ainda em 2007, um funcionário precisa ter em média 7 logins diferentes. Ou seja, TI precisará criar acesso a este funcionário a 7 sistemas. Cada cadastro de acesso, numa situação perfeita de trabalho, demora aproximadamente 15 minutos. Total de quase 2 horas de serviço de um profissional de TI.

Quanto custa estas 2 horas deste profissional de TI para a empresa? Estas duas horas de trabalho geraram algum retorno efetivo?

Adiciona a esta conta as demissões, movimentações, afastamentos, férias, alterações cadastrais, mudanças de cargo.

Aí, chega alguém e pergunta: Quais são os acessos que “tal” pessoa tem nos sistemas? Quando foram atribuídos? O que pode ser feito com esses acesso?

Isso tudo para mostrar o quanto custa para a empresa fazer tudo isso manualmente, sem controle de compliance, governança, auditoria.

Gestão de Identidades vem para automatizar todos estes eventos e responder as perguntas acima.

Vem para tirar estas atividades manuais do profissional de TI e deixa-lo com tarefas que realmente agreguem valor à sua função. Se não teremos mais aquela equipe com muitas pessoas, algo ou alguém precisa executar estes cadastros e gerar as respostas às perguntas acima.

O investimento paga-se em poucos meses. Dependendo do tamanho da empresa o retorno é tão rápido que poucos acreditarão.

A Gestão de Identidades gera demissão de pessoas?

Não. A Gestão de Identidades automatizará os processos manuais que são repetitivos, que custam caro para a empresa, que geram volumes considerados de retrabalho, que as vezes não conseguem ser realizados dentro de um SLA aceitável.

Teremos analistas que poderão acessar informações mais precisas quanto a compliance, governança corporativa, segurança no acesso às informações, perfis atribuídos a determinados usuários (será que precisava mesmo?).

Teremos pessoas que no seu dia a dia terão atividades com valor agregado.

A história nos mostra isso. Num passado nem tão distante, tínhamos imigrantes de diversos países vindo para trabalhar na lavoura. Hoje temos máquinas fazendo isso e os descendentes destes imigrantes trabalhando na engenharia das empresas para criar as máquinas, as peças de reposição, ou nas oficinas que consertam ou fazem manutenção preventiva.

Gestão de identidades é uma realidade. Quem não fizer ou deixar para depois verá seu concorrente implementando e conseguindo reduzir os custos totais. Numa oferta de produtos quem terá melhores condições de vencer?

Os gestores podem ver isso como mais um modismo, afinal nos anos 97, 98 ERP era um modismo. Precisava se preocupar com isso? Alguns anos se passaram e qual a empresa que não tem ERP?

Faça uma pesquisa interna e compute quantas pessoas são envolvidas numa simples contratação. Quanto tempo cada uma destas pessoas gasta para executar suas atividades. Quanto tempo vai se passar desde o momento da decisão pela contratação até que este funcionário esteja com os acessos aos sistemas liberados, com o computador pronto para o uso, com o celular ou carro liberado (quando a posição assim o exigir).

Pergunte onde está registrado quais são os acessos que devem ser concedidos para cada um dos cargos da empresa.

Muitas empresas, nacionais ou multinacionais, para sobreviverem a estes seguidos anos de crise, demitiram muitos funcionários (e algumas ainda continuam demitindo). Cada funcionário que ficou teve que fazer a sua parte e de algum outro que foi demitido. Isso proporcionou a redução dos custos com pessoal para que o mínimo fosse garantido para a sobrevivência da empresa. Estas mesmas empresas, para retomarem o crescimento, terão que “conhecer” quem ficou e o que está fazendo, quais os sistemas que está acessando, quais transações ou perfis tiveram que ser atribuídos, e assim por diante. Muito conhecimento foi perdido!

Faz-se necessário, usando o tema proposto, conhecer a identidade disso tudo e estabelecer regras que proporcionem maiores facilidades, controles e ainda mais redução do custo.



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